

Italiano fica até 2030 e pode se tornar o sétimo técnico a comandar o Brasil em mais de uma Copa
Por Correio Braziliense
A iminente renovação do contrato da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com Carlo Ancelotti até 2030 pode fazer do italiano de 66 anos o sétimo técnico diferente a comandar a Seleção em duas edições da Copa do Mundo. A primeira neste ano, a partir de 11 de junho, no Canadá, nos Estados Unidos e no México. A segunda em 2030 com uma perna no Uruguai, Argentina e no Paraguai e outra na Espanha, Portugal e Marrocos.
Em um trecho vazado da entrevista ao ex-jogador Jorge Valdano, campeão da Copa do Mundo de 1986 pela Argentina e hoje comentarista, o italiano fala abertamente sobre o desejo de renovar o contrato e participar da edição centenária do principal torneio da Fifa. “Creio que vou renovar com o Brasil por quatro anos. Estou em um trabalho novo, eu gosto muito”, afirma.
O estafe de Carlo Ancelotti conversa desde outubro do ano passado e avançam. O técnico de 66 anos, penta da Champions League e campeão nas cinco prinpais ligas nacionais da Europa (Alemão, Espanhol, Francês, Inglês e Italiano) ostenta o maior salário do mundo entre os técnicos de seleção. Estima-se 10 milhões de euros por ano, aproximadamente R$ 63,4 milhões na cotação atual. Se o Brasil conquistar o hexa, ele terá direito a um bônus de 6 milhões de euros (R$ 31,7 milhões). Obviamente, o novo acordo deve sofrer reajuste.
Portanto, Carlo Ancelotti pode ser o sétimo técnico a comandar o Brasil em duas Copas. A primeira tentativa de levar o Brasil ao hexa será em 2026. O italiano iniciará o torneio com crédito para buscar mais um título em 2030, quando terá 70 anos e se tornará o treinador mais velho a comandar o Brasil na Copa. Mário Jorge Lobo Zagallo tinha 67 em 1998.
Por falar no Velho Lobo, ele é o único técnico da Seleção em três edições do torneio. Levou o Brasil ao título na Copa de 1970, às quartas de final em 1974 e ao vice em 1998. Em 1994, ocupava a função de coordenador técnico do amigo Carlo Alberto Parreira.
Mentor do primeiro título do Brasil na Copa do Mundo de 1958 no México, Vicente Feola usou a segunda chance em 1966. Não deu certo. A Seleção foi eliminada na primeira fase.
Telê Santana teve duas oportunidades: a primeira em 1982 na Espanha. Deixou o cargo pelos qual passaram Carlos Alberto Parreira e Evaristo de Macedo no ciclo, mas foi quem comandou a Seleção na Copa do Mundo de 1986 no México.
Carlos Alberto Parreira brindou o Brasil com o tetra em 1994 nos Estados Unidos, mas caiu nas nas quartas de final contra França na edição de 2006 disputada na Alemanha.
Luiz Felipe Scolari bordou a quinta estrela no escudo da Seleção em 2002 no Japão e na Coreia do Sul. Retornou ao cargo em 2014 e alcançou as semifinais no Brasil. Foi eliminado na maior goleada sofrida pelo Brasil na história da Copa do Mundo contra a Alemanha.
Adenor Leonardo Bachi assumiu a prancheta verde-amarela na metade do ciclo para a Copa de 2018. Liderou o Brasil até as quartas de final contra a Bélgica, teve o contrato renovado depois da eliminação e parou novamente nas quartas contra a Croácia nos pênaltis.
Carlo Ancelotti acaba de passar por um processo de imersão na cultura brasileira ao participar do carnval no circuito de Salvador, em São Paulo e na Marquês de Sapucaí, no Rio, em uma ação da cervejaria Brahma e do camarote da CBF na Apoteose.
“Foi especial conhecer e aproveitar o carnaval no Brasil. Desde que chegue à Seleção, tenho procurado me envolver com a cultura brasileira e entender mais sobre este país, onde escolhi viver e trabalhar. O carnaval é uma das maiores manifestações populares do mundo e me deixou ainda mais impressionado com a força e a alegria do provo brasileiro”, disse Carlo Ancelotti em entrevista ao site da CBF.

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