

Jogadora atraiu a atenção da extrema direita dos EUA após se posicionar contra mulheres trans nos esportes
Por Mariana Morais - Correio Braziliense
As declarações da jogadora de basquete Sophie Cunningham sobre a participação de atletas transgênero em competições femininas ganharam repercussão nacional nos Estados Unidos e chegaram à Casa Branca, que elogiou publicamente o posicionamento da atleta.
A ala-armadora do Indiana Fever voltou ao centro do debate nesta semana após defender o que chamou de proteção às mulheres e meninas no esporte.
Em entrevista à ESPN, publicada na terça-feira, Cunningham afirmou que sua preocupação está voltada às atletas cisgênero.
No dia seguinte, antes de uma partida do Indiana Fever, ela reforçou o mesmo argumento durante conversa com jornalistas.
“Quero proteger as jovens mulheres em vestiários, ou jovens mulheres no esporte, que não deveriam ter que enfrentar homens biológicos”, disse ela à ESPN em uma entrevista publicada na terça-feira.
“Acho que é uma questão de bom senso […]. É muito importante proteger as crianças”, disse ela a repórteres no dia seguinte, antes de um jogo do Fever.
As falas ampliaram um debate que já ocupa espaço na política norte-americana.
O presidente Donald Trump tem adotado uma série de medidas relacionadas ao tema e, no ano passado, assinou uma ordem executiva proibindo atletas transgênero de disputarem esportes femininos, além de autorizar que agências federais suspendam recursos destinados a instituições que descumpram essa determinação.
Nesta quinta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, manifestou apoio à jogadora.
Ela classificou como “ridícula” e “estarrecedora” a reação de setores que criticaram as declarações de Cunningham.
Ao mesmo tempo, parte do público também demonstrou insatisfação com o posicionamento da atleta. Entre as críticas, o comentarista esportivo Chris Williamson definiu as falas como “nojentos”.
Além da repercussão política, Sophie Cunningham é uma das atletas mais populares da Women’s National Basketball Association (WNBA).
Fora das quadras, reúne grande audiência nas redes sociais. Dentro delas, tornou-se conhecida por defender fisicamente a companheira de equipe Caitlin Clark, principal estrela do Indiana Fever e um dos maiores nomes da liga.
No mês passado, um vídeo em que Cunningham permanece por 22 segundos apontando o dedo para uma adversária de Clark viralizou na internet e deu origem a diversos memes.
Com 1,85 metro de altura e cabelos loiros compridos, a jogadora também passou a ser chamada por parte dos internautas de “Barbie MAGA”, apelido que surgiu em meio às tensões raciais e políticas que marcam o cenário atual da WNBA.

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