

Cidade suspende aulas e decreta calamidade pública por 180 dias
Por Wellington Barbosa - Estado de Minas e Bruno Luis Barros - Estado de Minas
A Prefeitura de Juiz de Fora confirmou, na manhã desta terça-feira (24/2), 14 mortes provocadas pelas fortes chuvas que atingiram a cidade na noite de segunda-feira (23/2). O município, localizado na Zona da Mata mineira, suspendeu as aulas da rede municipal e decretou estado de calamidade pública por 180 dias.
Em nota, a prefeitura informou que atua em conjunto com a Defesa Civil Estadual e o Corpo de Bombeiros e manifestou pesar pelas vítimas. As mortes foram registradas nos seguintes locais:
Segundo a prefeitura, a cidade enfrenta sérios problemas no trânsito por causa de alagamentos e deslizamentos de terra. Por segurança, as aulas foram suspensas e a população orientada a evitar deslocamentos desnecessários.
Diversos pontos ficaram inundados. Um trecho da Avenida Brasil, no Centro, foi tomado pela água. No Bairro Democrata, um motorista precisou sair do carro e empurrar o veículo após ficar preso no alagamento.
O acesso ao Mergulhão, na região central, foi fechado por medida de segurança. A Ponte Vermelha, no Bairro Santa Terezinha, também foi interditada.
Bairros que costumam sofrer com enchentes, como Vitorino Braga, na Zona Leste, voltaram a registrar alagamentos. A Defesa Civil também alertou para o aumento da enxurrada na Rua Luiz Fávero, no Bairro Linhares. Na Zona Norte, a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek apresentou vários pontos de inundação.
No domingo (22/2), outro temporal já havia provocado 36 ocorrências, entre elas 14 deslizamentos de terra e 12 alagamentos.
De acordo com a Defesa Civil, fevereiro já é o mês mais chuvoso da história de Juiz de Fora. Até as 10h de segunda-feira, o acumulado chegou a 460,4 milímetros, superando o recorde anterior, de fevereiro de 1988, quando foram registrados 456 milímetros. Os dados devem ser atualizados ao longo desta terça-feira.

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