

Cabotegravir já foi aprovado pela Anvisa em 2023 e é comercializado em rede privada desde agosto do ano passado
Por Caetano Yamamoto* - Correio Braziliense
O Ministério da Saúde encaminhou um pedido de incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) de um medicamento injetável para a prevenção do HIV, o cabotegravir, administrado a cada dois meses, para a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec).
O pedido será analisado em agosto. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (27/7) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a 26ª Conferência Internacional de Aids.
“O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV, porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação”, afirmou o ministro.
O titular da pasta ainda destaca que a avaliação de novas tecnologias para o SUS considera critérios técnicos, científicos e econômicos, além das condições de acesso à população. “Para nós, inovação sem acesso não deveria ser chamada de inovação. Inovação sem acesso é injustiça”, completou.
A Profilaxia Pré-Exposição, também conhecida como PrEP, é uma estratégia de prevenção do HIV destinada a pessoas que não vivem com o vírus e podem estar expostas a maior risco de infecção. Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, com acompanhamento das equipes de saúde.
Desde sua incorporação, 356 mil pessoas já iniciaram o uso da profilaxia no Brasil. A escolha da estratégia mais adequada considera as necessidades e condições de cada pessoa.
No final de 2023, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o cabotegravir, vendido com o nome comercial de “apretude”. O medicamento chegou ao mercado privado do país em agosto do ano passado, com o preço em torno dos R$ 4.000. Nos estudos clínicos, a eficácia foi de quase 100% e superior à PrEP oral por facilitar a adesão.
*Estagiário sob supervisão de Victor Correia

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