

Pai do artilheiro norueguês deu trabalho para o time verde-amarelo em amistoso de 1997. Brasil encara a Noruega, neste domingo (5/7), pelas oitavas da Copa do Mundo
RAFAEL LINS* - Correio Braziliense
Brasil e Noruega fazem confronto eliminatório pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Mesmo a Seleção ostentando cinco estrelas no escudo e uma experiência inigualável na história do torneio, o retrospecto contra os noruegueses preocupa os supersticiosos de plantão. As equipes se enfrentaram quatro vezes e o Brasil não somou nenhuma vitória. Foram dois triunfos europeus e dois empates. Porém, em 2026, a camisa pentacampeã pode finalmente pesar.
A Noruega pode surpreender por causa de uma peça conhecida no mundo da bola. O atacante Erling Haaland promete oferecer problemas para a defesa brasileira. Logo no primeiro Mundial da carreira, o cometa norueguês marcou cinco gols e disputa a artilharia da competição. Na fase de 16 avos, o camisa 9 foi autor do tento da classificação diante da Costa do Marfim, aos 41 minutos da segunda etapa. O craque de 25 anos do Manchester City é o maior artilheiro da história da seleção norueguesa, com 60 bolas na rede.
O Brasil já conhece a potência da família Haaland. O pai do craque norueguês esteve presente em uma das vitórias dos vikings sobre a Seleção. Em 1997, as equipes promoveram um amistoso em 30 de maio. Após empatarem por 1 x 1, em 1988, era a chance de os brasileiros vencerem o confronto.
O Brasil apresentava uma das melhores gerações da história. Ronaldinho, Romário, Taffarel e Cafu faziam parte do plantel montado por Zagallo. As então campeões do mundo em 1994 não perdiam com o time principal desde 1993. Eram 42 meses de invencibilidade e não se esperava uma surpresa da, em teoria, fraca Noruega.

Em campo, o Brasil sofreu com as investidas norueguesas no ataque. Antes dos 20 minutos da primeira etapa, os europeus venciam por 2 x 0. Djalminha descontou na metade da etapa inicial, mas, aos 32 no cronômetro, Alf-Inge Haaland apareceu. O pai da joia norueguesa jogava de lateral-direito e comandou a jogada do terceiro gol viking. Ele roubou a bola no ataque, invadiu a grande área e serviu Tore André Flo para finalizar sem chances para Taffarel.
Na segunda etapa, o Brasil chegou a diminuir, mas tomou mais um gol antes do apito final. Com participação efetiva de Alf-Inge Haaland, a Noruega venceu por 4 x 2. Um ano depois, na Copa de 1998, as equipes voltaram a se enfrentar pela última rodada da fase de grupos. Com a classificação encaminhada, a seleção de Zagallo sofreu mais uma vez na mão dos noruegueses. Sem Haaland pai no plantel, Bebeto abriu o placar, mas viu Tore André Flo (de novo) e Kjetil Rekdal virarem para os europeus e fecharem o placar em 2 x 1.
O fim daquela Copa não é bem lembrado para os brasileiros. A Seleção chegou até a final, mas não viu a cor da bola diante da França. Com destaque para Zinedine Zidane, os franceses golearam por 3 x 0 e levaram o primeiro Mundial dentro de casa.
Novamente, a Noruega está no caminho do Brasil. As equipes se enfrentam neste domingo (5/7), às 17h, em New Jersey. Mesmo com a força de Erling Haaland no ataque viking, a seleção de Carlo Ancelotti pode tecer estratégias para minar o atacante. A promessa é de jogo grande pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Que os noruegueses não sejam uma pedra no sapato para o Brasil em busca da sexta estrela.
*Estagiário sob supervisão de Fernando Brito

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